9 jogos souslikes com mundos sombrios e desafiadores
Descubra os melhores jogos souslikes e encare desafios intensos com combates estratégicos e dificuldade elevada.
Existe uma satisfação única em superar um desafio que parecia impossível. Aquela sensação de que, após dezenas de tentativas, você finalmente decifrou os padrões de um chefe colossal e desferiu o golpe final. Esse é o coração do gênero que a FromSoftware popularizou, criando uma legião de fãs que buscam por essa adrenalina.
Nascido com Demon’s Souls e consolidado com a trilogia Dark Souls, o gênero se define por sua dificuldade elevada, combate metódico que exige paciência e precisão, e uma narrativa contada através do ambiente, de descrições de itens e de diálogos enigmáticos. A morte não é uma punição, mas uma ferramenta de aprendizado.
Hoje, o legado da FromSoftware inspirou inúmeros estúdios a criarem suas próprias interpretações da fórmula. Preparamos uma lista com 9 jogos souslikes que capturam essa essência, cada um com sua identidade, para você que busca novos mundos sombrios e desafiadores para conquistar.
Elden Ring: A Evolução do Gênero
Não poderíamos começar sem mencionar a obra que redefiniu o escopo do gênero. Elden Ring pega a fórmula clássica de combate e a insere em um mundo aberto vasto e deslumbrante, as Terras Intermédias. O resultado é uma liberdade sem precedentes.
Criado em colaboração com o autor George R. R. Martin, o universo do jogo é rico em lore e mistérios. Você pode passar horas explorando uma região, descobrindo masmorras secretas e enfrentando chefes opcionais, para depois voltar à campanha principal muito mais forte e preparado.
A montaria, Torrente, agiliza a exploração, e a variedade de builds é gigantesca, permitindo que cada jogador encontre seu estilo. Elden Ring não é apenas um dos melhores jogos souslikes, mas um marco na história dos videogames, combinando desafio com uma sensação de descoberta constante.
Sekiro: Shadows Die Twice: O Ritmo da Espada
Também da FromSoftware, Sekiro se afasta da fórmula de RPG tradicional. Aqui, não há criação de personagem ou diferentes armas para coletar. Você é o Lobo, um shinobi em uma jornada de vingança, e sua única arma principal é a katana Kusabimaru.
O foco absoluto está no combate. O jogo introduz um sistema de postura que exige um domínio rítmico de aparos (parries) e contra-ataques. Em vez de apenas diminuir a vida do inimigo, o objetivo é quebrar sua postura para aplicar um golpe mortal. Isso transforma cada luta em um duelo de espadas intenso e cinematográfico.
Além disso, o braço prostético shinobi oferece ferramentas versáteis, como um machado para quebrar escudos ou shurikens para abater inimigos à distância. A mobilidade vertical, graças a um gancho, adiciona camadas de exploração e estratégia de infiltração, tornando Sekiro uma experiência única e recompensadora.
Nioh 2: O Desafio Samurai com Toques de RPG
Desenvolvido pela Team Ninja, Nioh 2 mergulha no Japão do período Sengoku, infestado por demônios yokai. O jogo se destaca por seu sistema de combate extremamente profundo e rápido, que recompensa a agressividade e o gerenciamento de estamina (aqui chamada de Ki).
Uma das mecânicas centrais é o Pulso de Ki, que permite recuperar parte da estamina gasta ao final de um combo. Dominar essa técnica é fundamental para manter a ofensiva. O jogo também possui um sistema de loot robusto, similar ao de jogos como Diablo, com incontáveis armas e armaduras com atributos variados.
A grande novidade de Nioh 2 é a habilidade de usar Núcleos da Alma, que permitem ao jogador usar ataques dos próprios yokais derrotados. Com três posturas de combate (alta, média e baixa) e uma árvore de habilidades complexa, é um prato cheio para quem adora customização e um combate técnico.
Lies of P: O Conto Sombrio de Pinóquio
Inspirado na clássica história de Pinóquio, Lies of P transporta o jogador para a cidade em ruínas de Krat, durante a Belle Époque. A cidade, antes utópica, foi dominada por marionetes assassinas, e cabe a você, a obra-prima de Geppetto, desvendar o que aconteceu.
O jogo é uma carta de amor a Bloodborne, com uma atmosfera gótica vitoriana e um combate ágil. Suas mecânicas únicas incluem o Braço Legionário, um braço mecânico com diferentes funcionalidades, e um sistema de montagem de armas que permite combinar cabos e lâminas para criar novos movesets.
Visualmente deslumbrante e com um polimento impressionante para um estúdio estreante no gênero, Lies of P se provou um dos melhores souslikes não desenvolvidos pela FromSoftware, entregando um desafio na medida certa e uma narrativa intrigante sobre humanidade e mentiras.
The Surge 2: Ficção Científica e Desmembramento
Cansado de fantasia medieval? The Surge 2 oferece uma lufada de ar fresco com sua ambientação de ficção científica distópica. Você acorda em Jericho City, uma metrópole devastada por uma misteriosa tempestade tecnológica, e precisa sobreviver usando um exoesqueleto.
O grande diferencial da série é o sistema de mira em membros. Em vez de atacar o inimigo aleatoriamente, você pode focar em partes específicas do corpo, como braços, pernas ou cabeça. Ao causar dano suficiente, você pode executar uma finalização brutal e arrancar aquela peça, ganhando o diagrama para construí-la para seu próprio exoesqueleto.
Essa mecânica cria um loop de gameplay viciante: lutar para obter peças melhores, que por sua vez permitem enfrentar inimigos mais fortes. Com um level design mais aberto que o de seu antecessor e um combate visceral, The Surge 2 é uma excelente pedida para quem busca uma abordagem diferente.
Mortal Shell: Uma Abordagem Minimalista
Mortal Shell é um souslike mais contido e focado, ideal para quem talvez não tenha centenas de horas para investir. Nele, você controla uma criatura etérea que pode possuir os corpos de guerreiros caídos, as “cascas” (shells).
Cada casca funciona como uma classe, com diferentes níveis de vida, estamina e habilidades únicas para desbloquear. A mecânica central é o “Endurecer“, que permite ao jogador se transformar em pedra a qualquer momento, mesmo no meio de um ataque, para bloquear um golpe inimigo. É uma ferramenta defensiva poderosa e versátil.
Com um mundo denso e uma atmosfera opressora, Mortal Shell condensa a experiência souslike em cerca de 15 a 20 horas, sem sacrificar o desafio ou o mistério. É uma ótima porta de entrada para o gênero ou uma aventura concisa para veteranos.
Blasphemous: A Punição em Pixel Art 2D
Provando que o desafio pode vir em duas dimensões, Blasphemous é um Metroidvania com fortes influências souslike. Você assume o papel do Penitente, em uma terra amaldiçoada por um milagre distorcido. A direção de arte em pixel art é espetacular, com uma iconografia grotesca inspirada na cultura religiosa espanhola.
O combate é brutal e exige precisão, com parries, esquivas e execuções sangrentas. A exploração recompensa o jogador com itens que aprofundam a lore e habilidades que abrem novos caminhos. A morte tem consequências, criando uma tensão constante a cada avanço.
Blasphemous é a prova de que a filosofia de design dos jogos souslikes pode ser aplicada com sucesso em outros gêneros, resultando em uma experiência sombria, desafiadora e inesquecível.
Lords of the Fallen (2023): O Reino Duplo
O reboot de Lords of the Fallen impressiona com seus visuais de ponta, construídos na Unreal Engine 5, mas sua verdadeira inovação está na mecânica de dois mundos. O jogador explora Axiom, o reino dos vivos, mas carrega uma lâmpada que permite espiar e viajar para Umbral, o reino dos mortos.
Essa dualidade é a base de todo o jogo. Um caminho bloqueado em Axiom pode estar livre em Umbral, e vice-versa. Morrer em Axiom lhe dá uma segunda chance, transportando-o para Umbral, um lugar ainda mais perigoso. A lâmpada também é usada em combate para arrancar a alma dos inimigos, deixando-os vulneráveis.
Essa constante alternância entre os dois reinos cria uma camada extra de tensão e exploração, fazendo de Lords of the Fallen uma das propostas mais ambiciosas e originais dentro do gênero nos últimos anos.
Remnant II: Souls com Armas de Fogo
E se Dark Souls tivesse armas de fogo? Remnant II responde a essa pergunta com maestria. Trata-se de um shooter em terceira pessoa que incorpora a dificuldade, os chefes desafiadores e o combate metódico dos souslikes.
Seu maior trunfo é a geração procedural de mundos. Cada campanha ou modo aventura gera mapas, missões e até mesmo chefes de forma diferente, garantindo uma rejogabilidade quase infinita. O jogo foi projetado com o modo cooperativo em mente, tornando a experiência com amigos extremamente divertida.
Com um sistema de arquétipos (classes) bem definido e uma variedade imensa de armas, mods e equipamentos, Remnant II oferece uma experiência de ação frenética sem perder a essência estratégica e punitiva que os fãs do gênero tanto amam.
Conclusão: A Jornada Continua
O gênero souslike evoluiu de um nicho para uma força dominante na indústria, provando que muitos jogadores anseiam por desafios que testem suas habilidades e sua resiliência. A satisfação de conquistar o intransponível é uma recompensa poderosa.
De mundos abertos a ficção científica, de samurais a contos de fadas sombrios, a fórmula se mostrou incrivelmente versátil. Cada um desses títulos oferece uma porta de entrada para um universo onde cada passo é tenso e cada vitória é gloriosa.
Qual desses mundos sombrios você vai explorar primeiro? Ou talvez tenha outra sugestão para nossa comunidade? Deixe seu comentário e continue superando seus limites no universo dos games.
